quinta-feira, 5 de junho de 2008

III. Memória e Narrativas versus Diagnóstico Exógeno


Em Ambuduco na minha tabanka- Desenho de Junilto Netchemo

Confrontadas com a perda de memória as comunidades imigrantes perdem a liberdade de agir. São possíveis duas pistas de acção que se complementam, uma de inventariação e fixação das memórias através das histórias dos sujeitos e das comunidades. Outra a da narrativa das palavras e actos revelantes. Uma como outra são uma resistência à erosão do tempo uma fonte de inspiração para acções futuras, sendo esta uma das funções da Polis como esfera  pública.  

Ao mesmo tempo são o processo segundo o qual se revela a identidade do actor a qual só de efectiva plenamente a posteriori, a partir da narrativa socialmente aceite sobre o actor e a sua individualidade: contar a história dá significação à acção quer para os actores quer para os espectadores. A construção da memória e das narrativas assume-se como um processo endógeno que sustenta a acção, em oposição ao diagnóstico exógeno que sustenta vínculos e relações instrumentais.


A dinâmica local: Bitchu di Conto

A dinâmica global: Esperança, Memória e Narrativas e "A Guerra" de Joaquim Furtado


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